terça-feira, 14 de junho de 2016


O assunto é... crônica!


Conforme combinamos, estou postando uma matéria do Uol Educação, escrita pela Profª. Alfredina Nery.
Bom estudo!

Prof. Carlos Porto

Crônica: Gênero entre jornalismo e literatura

Alfredina Nery

A crônica é um gênero narrativo que narra fatos históricos em ordem cronológica, ou trata de temas da atualidade. Publicada em jornal ou revista, destina-se à leitura diária ou semanal e trata de acontecimentos cotidianos.

Ela se diferencia no jornal por não buscar exatidão da informação. Diferente da notícia, que procura relatar os fatos que acontecem, a crônica os analisa, dá-lhes um colorido emocional, mostrando aos olhos do leitor uma situação comum, vista por outro ângulo, singular.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, dentre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades.

Há na crônica uma série de eventos aparentemente banais, que ganham outra "dimensão" graças ao olhar subjetivo do autor. O leitor acompanha o acontecimento, como uma testemunha guiada pelo olhar do cronista que tem a pretensão de registrar de maneira pessoal o acontecimento. O autor dá a um fato corriqueiro uma perspectiva, que o transforma em fato singular e único.

Outro aspecto é que as personagens das crônicas não têm descrição psicológica profunda, pois, são caracterizadas por uma ou duas características centrais, suficientes para compor traços genéricos, com os quais uma pessoa comum pode se identificar. Em geral, as personagens não têm nomes: é a moça, o menino, a velha, o senador, a mulher, a dona de casa. Ou têm nomes comuns: dona Nena, seu Chiquinho, etc... 

É assim que podemos dizer que a crônica é uma mistura de jornalismo e literatura. De um recebe a observação atenta da realidade cotidiana e do outro, a construção da linguagem, o jogo verbal. Algumas crônicas são editadas em livro, para garantir sua durabilidade no tempo.

Leia a seguir uma crônica de um dos maiores cronistas brasileiros:


Recado ao Senhor 903

Vizinho –

Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclama contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explicito e, se não fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a lei e a polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a leste pelo 1005, a oeste pelo 1001, ao sul pelo oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago sul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21,45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 horas às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando o número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhes desculpas – e prometo silêncio.

Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: ” Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra vizinho, e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.

E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.
(Rubem Braga. "Para gostar de ler". São Paulo: Ática, 1991)

Análise da linguagem

1) Intenção e linguagem

O narrador-personagem da crônica (ou remetente da carta ao vizinho) reconhece que faz barulho e por isto pede desculpas. Veja, assim, as palavras e afirmações que usou para construir essa ideia: "consternado", "desolado", "lhe dou inteira razão", "O regulamento do prédio é explícito", "Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso", "Peço desculpas", "Prometo silêncio". 
No entanto, através de ironias, o narrador reconhece sua falta, mas explicita que não concorda com a situação, uma vez que a aborda também de outro ângulo, problematizando as relações entre as pessoas e não simplesmente aceitando a situação como algo imutável. E faz isso, especialmente, quando: 

ironiza a estruturas dos prédios em que as pessoas ficam empilhadas, perdendo o contato humano; 
refere-se a todos os vizinhos, incluindo ele próprio, pelo número do apartamento e não pelo nome; 
critica o isolamento e a distância entre as pessoas cujas vidas estão limitadas pelas normas que cerceiam o convívio humano; 
sonha com outra relação mais humana e fraterna, entre as pessoas. 

2) Ironia e humor

a) Veja como o narrador usa uma fina ironia quando fala de si mesmo e dos motivos das reclamações do vizinho: 

"Todos esses números são comportados e silenciosos: apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua." Verifique ainda como o uso do elemento "apenas", usado duas vezes intensifica a sua exclusão em relação aos demais moradores do prédio. 

b) O excesso de referência a números acaba por criar um efeito de humor e crítica social: 

"Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21h 45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8h 15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará ate o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305." 

Enfim, o efeito de humor tem a ver com: 

o contraste entre uma situação e outra: os que mantêm silêncio e pessoas, como o narrador, que não o fazem; 
o inesperado: o texto parece se encaminhar para um sentido e bruscamente aponta para outro. 

3)Uso de verbo

Quando o narrador quer sonhar com outra situação em relação, não só à sua vizinhança, mas também à vida na cidade grande, veja que ele constrói essa ideia usando verbos no pretérito imperfeito do subjuntivo, o que indica possibilidade/desejo/hipótese: 

"Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: 'Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou'. E o outro respondesse: 'Entra vizinho e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela'. 
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.” 

4)Uso dos artigos

Releia os trechos: 

a) "Quem fala aqui é o homem do 1003.". 

Foi usado o artigo definido ( o ), quando o narrador refere-se a si mesmo, particularizando, dessa forma, um indivíduo, entre outros. 

b) "Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse (...). E o outro respondesse (...)"

Há artigo indefinido ("um homem"), quando foi introduzido um elemento ainda não citado no texto, generalizando-o. Há artigo definido ("o outro"), quando novamente se tem um indivíduo já citado, particularizando-o. 

Veja que essas escolhas linguísticas vão constituindo a ligação/coesão entre as partes do texto, de tal maneira que, mais do que saber o nome das classes da gramática - substantivos, adjetivos, artigos, advérbios, verbo, conjunção, pronome, preposição, numeral - é importante saber suas articulações na construção dos sentidos de um texto. 

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/cronica-genero-entre-jornalismo-e-literatura.htm. Acesso em: 14 jun. 2016. (Adaptado)







sexta-feira, 6 de maio de 2016

Lembranças podem ser mais que Memórias. Elas podem ser Literárias.


Contar histórias é da nossa natureza. Todo mundo gosta de uma boa narrativa e, vez por outra, contamos casos que aconteceram conosco ou com algum conhecido. E, se você não sabe, isso pode se tornar uma  memória literária.
Ah, você não sabe o que é? Pois bem! Memórias Literárias é um tipo de texto no qual o autor rememora alguma coisa que ele viveu, ou seja, ele revive uma época sob um ponto de vista literário.
Nesse gênero, o autor faz uma ponte entre o passado e o presente, motivado por suas lembranças de fatos, imagens e percepções que são interpretadas de uma forma pessoal e poética, e não há uma preocupação em seguir a ordem cronológica dos fatos.
Na linguagem do gênero, encontramos frequentemente a presença de trechos descritivos, uso frequente de adjetivos, emprego de advérbios e locuções verbais de tempo e, predominantemente, verbos no passado.
A intenção geral do gênero Memórias Literárias é reviver uma época já passada por meio de uma narrativa de experiências pessoais, escrito sempre em primeira pessoa. Podemos encontrar o autor das memórias como o narrador e personagem ao mesmo tempo.
A escolha de linguagem de um texto de memórias pode ser relacionada à época que está sendo revivida, a faixa etária, vivência ou estilo do autor.
Nas memórias literárias as descrições são importantes para que o leitor reconstrua, em sua mente, as pessoas, os lugares, os fatos, as impressões e sensações rememoradas.  

Mito e lenda são a mesma coisa?


Para quem não sabe, mito e lenda são coisas diferentes, ainda que parecidos. Você já deve ter ouvido falar de semideuses e seres fantásticos, mas não sabe diferenciar um gênero literário do outro.
Se esse é seu caso, continue a leitura e aprenda as diferenças dos dois gêneros.
Embora os mitos se assemelhem às lendas, é possível apontar algumas diferenças. As lendas não falam apenas de deuses, seres fantásticos e monstros, mas também de fatos históricos, pessoas reais, heróis populares e santos. Elas, em geral, se relacionam a determinadas regiões, enquanto que os mitos pertencem a uma civilização. 
Os mitos, por sua vez, utilizam símbolos, personagens extraordinários, deuses e heróis para explicar coisas da realidade que não eram entendidas pelo homem, tais como fenômenos da natureza, a origem do mundo e dos seres humanos.
Já as lendas são textos de invento desconhecido, histórias contadas pelo povo, que tentam explicar o que muita gente afirma ser verdadeiro, mas que nunca pôde ser confirmado. Por serem contos mágicos, contados oralmente, nelas é utilizada a linguagem informal.

Anote aí ...

MITO

* A intenção é explicar o surgimento do mundo, dos seres, das forças da natureza etc.;
* Tem como personagens seres sobrenaturais: deuses, semideuses, monstros, heróis;
* É um tipo de história sagrada, criada coletivamente.

LENDA

* A intenção é explicar a origem de fenômenos da natureza, animais, plantas, cidades, costumes etc.;
* Seus personagens são monstros, seres humanos que, muitas vezes, se transformam;
* Mistura fantasia e ficção com a realidade;
* Transmitem conhecimentos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Anúncio

Anúncio ou propaganda é um gênero textual que tem o objetivo de levar o público-alvo a adquirir um produto, aderir a uma ideia ou adotar um comportamento. Os mais conhecidos são os que circulam na TV, no rádio, em jornais e revistas e têm finalidade comercial. Neles, há o uso de recursos verbais e não verbais, argumentos para convencer o interlocutor, apelo às emoções do leitor e presença de slogan do produto e logotipo do anunciante. Sua linguagem varia de acordo com o público-alvo, há predomínio de verbos no modo imperativo e presença de adjetivos que valorizam o produto.

Observe o anúncio a seguir, criado pelo aluno Hector Alexander Silva Matos, 7º ano A. Ele apresenta as características citadas acima, mas não é anúncio comercial. Trata-se de uma Campanha Comunitária, outro gênero persuasivo, muito utilizado em nossos dias por meio de cartazes e folhetos.







terça-feira, 3 de maio de 2016

Fique sabendo 2...






A escolha da logomarca do nosso site se deu em um concurso realizado com as três turmas de 7º anos. O grande vencedor foi o aluno Gabriel Henrique Lima Ribeiro, 7º A. Parabéns!!!
Fique sabendo...


Você, aluno ou ex-aluno da Emilcam, sabe por que a nossa escola recebeu o nome de Milton campos? Em homenagem a que personalidade esse nome lhe foi dado?
Pois é! Talvez você não tenha pensado nisso, mas estamos aqui para lhe dar essa informação.
Nascido em Ponte Nova (MG), no ano de 1900, Milton Soares Campos foi advogado, jornalista, professor e político.
Na carreira política, elegeu-se deputado estadual, federal, senador e governador de Minas Gerais. Além disso, concorreu à vice-presidência da República por duas vezes, 1954 e 1960, sendo derrotado nas duas oportunidades.
Participou ativamente das articulações que levaram ao golpe militar de 1964, que afastou Goulart da presidência. Em abril desse ano, logo após a instalação do novo regime, foi nomeado ministro da Justiça pelo presidente Castelo Branco. 
Ele faleceu em Belo Horizonte, no ano de 1972.

ENTREVISTA —  Professor Nilton Francisco Cardoso


Ele não é marinheiro de primeira viagem, já que  é professor de história na Rede Municipal de BH desde 1992 e foi diretor da E.M Prof. Tabajara Pedroso.  Com um bom currículo, mestrado em Educação pela UFMG e doutorado pela USP, também em Educação, Nilton Francisco Cardoso tem a incumbência de dirigir a Emilcam e aproximar a comunidade da escola. Para isso, está organizando o Congresso Político-Pedagógico (CPP), acreditando que esse é caminho para se fazer uma escola de qualidade e participativa.

Nesta entrevista ao 7News, o nosso diretor fala do primeiro ano de gestão escolar e dos desafios para os próximos.


O que o motivou a se candidatar ao cargo de diretor da escola?

Prof. Nilton O objetivo de uma chapa deve ser sempre o de vencer uma eleição e trabalhar para a melhoria da escola. Em 2014, vários professores e professoras procuraram a mim, a Terezinha e ao Sérgio e sugeriram que fizéssemos uma chapa para concorrer. A ideia foi esta, ajudar a melhorar a nossa escola.

Como foi o primeiro ano de gestão na direção da escola?

Prof. Nilton 2015 foi um ano muito difícil: muitas novidades, muito o que aprender da nossa nova responsabilidade de direção. Enfim, foi um ano de desafios. Apesar das dificuldades, acredito que tenha sido um ano de superação.

Estamos sabendo de um novo projeto na escola, chamado Congresso Político Pedagógico. Como será esse congresso?

Prof. Nilton O Congresso Político Pedagógico é uma instância democrática e coletiva de tomada de decisão. No dia 2 de abril será a abertura. Neste dia apresentaremos a proposta do congresso. Na semana de 4 a 8 de abril, faremos várias atividades promovendo o diálogo com os alunos e com as famílias. Com os professores, o diálogo e produção de propostas acontecerão ao longo do mês de abril. A partir dessas atividades, levantaremos propostas que serão escritas e apresentadas numa assembleia que deverá acontecer no dia 21 de maio. Neste dia, todas as propostas serão apresentadas ao coletivo da escola. Aquelas que forem aprovadas serão colocadas em prática pela escola. 

Durante o ano, são realizadas algumas avaliações externas nas escolas. Como está o rendimento escolar dos alunos da EMMC?

Prof. Nilton Todos os anos a escola passa por avaliações. Algumas são consideradas para calcular o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira) no país todo. A nossa escola vem melhorando o seu IDEB e, com o apoio de todos (professores, alunos e famílias), queremos melhorar ainda mais.

Acreditamos que é possível melhorar esses índices. Como fazer isso?

Prof. Nilton Cada um tem que fazer sua parte. A Direção precisa administrar a escola o melhor possível, a Coordenação deve continuar empenhando para coordenar melhor, os professores precisam cuidar para que o seu ensino tenha impactos positivos sobre os alunos, as famílias precisam cobrar dos seus filhos mais estudos e dedicação e os alunos precisam vir à escola com o objetivo sincero de aprender, de melhorar sua aprendizagem. É isto que melhora os índices.

A sua gestão tem ainda quase dois anos de mandato. Quais os planos e metas para esse período de trabalho?

Prof. Nilton Além de preocupar com a aprendizagem das disciplinas do currículo, estamos preocupados em melhorar as nossas relações na escola. Por isso, durante o Congresso Político-Pedagógico, queremos apresentar propostas que procurem melhorar a convivência e o clima escolar, voltando-se sempre para a ética.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

CONGRESSO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

Professores, alunos, funcionários e a comunidade têm a oportunidade de definir o trabalho pedagógico e a organização escolar



Em comemoração aos seus 40 anos, a Escola Municipal Milton Campos está realizando o Congresso Político-Pedagógico (CPP), do dia 2 de abril ao dia 21 de maio. O evento não é, necessariamente, uma novidade, pois já aconteceram outros congressos no passado, mas é uma aposta do diretor, prof. Nilton Francisco Cardoso, para aproximar a comunidade da escola.
Mas o que é um congresso político pedagógico? O congresso, segundo o professor Carlos Manoel, é uma reunião com professores, alunos, funcionários e comunidade para se discutir os mais variados assuntos relativos à escola: avaliação, desempenho dos alunos, prática pedagógica, como a escola deve se organizar, como os alunos devem ser enturmados. Ou seja, tudo que envolve a escola é abordado nesse congresso.
Carlos Manoel disse ainda que o objetivo da assembleia é melhoria da escola, tornando-a mais transparente de forma que a população possa ver como a educação está fluindo.  Para ele, o Congresso deixa claro o que somos, o que queremos e o modo como chegaremos aos nossos objetivos. “Nós estamos num espaço que é fruto dele. Essa pracinha é fruto de um congresso. Num dos congressos anteriores, uma das discussões foi que nós não podíamos ficar apenas na sala de aula, precisávamos de espaço para os alunos trabalharem assim também”, disse o professor referindo-se ao espaço em frente à sala 14, quando questionado sobre exemplos práticos do CPP. 
“Todo retorno é positivo. Nós esperamos que o congresso traga de novo pessoas para a escola. Então nós gostaríamos que os pais participassem, que a comunidade participasse, que a comunidade falasse o que espera da escola. Que os alunos nos falassem o que esperam da escola”, finaliza.

Confira a programação completa:
Data
02/04 - Abertura/apresentação dos Eixos Temáticos;
02/4 a 30/4 - Estudo e elaboração de propostas a partir dos eixos temáticos;
30/4 - Prazo final para entrega das propostas escritas – Entregar para a Coordenação Geral em formulário próprio do CPP;
02/5 a 17/5 - Organização do texto base para apreciação;
18/5 - Divulgação do texto base;
21/5 - Plenária final.







domingo, 1 de maio de 2016

Sejam bem-vindos!



A ideia de criar esse blog nasceu de uma proposta apresentada aos meus alunos para a divulgação de textos de gêneros diversos trabalhados em sala de aula. Alguns textos serão de criação coletiva outros, no entanto, individuais. É um experimento que não tem outra pretensão que não seja a de permitir aos alunos exporem um pouco daquilo que eles têm produzido na escola.

Boa leitura!

Prof. Carlos Porto